Fica o convite. Participe!
Alguém já disse...
sexta-feira, 25 de junho de 2021
segunda-feira, 31 de maio de 2021
Retorno às aulas em meio à pandemia...
A pedra foi cantada: bastou intensificar-se o retorno das aulas presenciais que o surto de COVID começou a crescer e muitas escolas tiveram que voltar a suspender as aulas, algumas até fechar. Alguém pensou que seria diferente? E aí nota-se uma discrepante realidade: a maioria, a grande maioria das escolas em que isso ocorreu são as públicas. Por que?
Conversei com alguns professores, ouvi algumas reportagens na tv, e ficou latente uma observação: os alunos não conseguem ou não querem observar os protocolos de segurança, principalmente os de não se aglomerarem e de manterem distanciamento; mantêm os mesmos hábitos que possuíam antes da pandemia, no período da “antiga normalidade”. Ora, na hora que houver um aluno contaminado, mesmo que assintomático, é um rastilho de pólvora para a contaminação dos demais colegas e professores, sendo que esses, logo-logo, estarão em outras turmas, contribuindo para ampliar a propagação da doença.
Em função
dessa triste constatação, alguns pais são muito objetivos em dizer que
gostariam sim de mandar seus filhos para a escola, mas não o fazem, pois o
comportamento desses jovens incautos cria muita insegurança. “De nada adianta
meu filho se cuidar se os colegas não se cuidam”, me disse uma mãe esta semana.
Pura verdade.
quinta-feira, 13 de maio de 2021
Homenagem de um amigo morto
Esta semana tive o desprazer de participar das solenidades fúnebres de um amigo que faleceu de COVID. Numa questão de trinta dias ele adoeceu, foi para o hospital, ficou na emergência, foi para a UTI, precisou ser entubado e, depois de três dias, morreu.
Era grupo de risco, tinha comorbidades, acho não se cuidava.
Víamo-nos
pouco, mas conversávamos muito. Herdamos gostos e assuntos de interesse em
comum como pescarias, acampamentos, filmes, armas, bebidas, mulheres, pois
começamos a namorar nossas esposas mais ou menos na mesma época. Há quatro meses
eu o levara no alambique aqui do Vale Verde para “se abastecer para o inverno”, como
ele disse, mas teria que voltar em breve, pois o combustível fora pouco... Na
nossa penúltima conversa tratamos das piranhas (os peixes) que apareciam no
Jacuí nos meses de verão, e discutimos questões referentes ao desequilíbrio
ecológico que poderia causar esse problema. Parceria de muitos causos, muitas
aventuras, algumas desventuras. Nossa última conversa foi exatos trinta dias
antes de morrer, no dia que foi hospitalizado. Perguntei, via watts, se ele ainda
vivia ou se eu já precisava pôr o terno preto no sol. Ele disse que sim, estava
vivo, mas que estava hospitalizado e já dependia de oxigênio; concluiu
comentando do extremo cansaço que sentia, da dificuldade de respirar e que “uma
doença dessas só Hitler merecia pegar...”.
A esposa dele,
enfermeira do hospital de Clínicas de Porto Alegre, ao mesmo tempo em que era
esperançosa, sabia, por ofício, que o quadro era gravíssimo, quase
irreversível. Nos últimos dias manteve a chama acesa no grupo dos amigos, mas preparou-nos para o desfecho. A ligação
telefônica às quatro e cinquenta, como a maioria das ligações feitas na
madrugada, apenas confirmou o que já se esperava. O Bixo Véio, o Caboclo,
guerreiro sobrevivente das selvas do Vietnam, como a gente gostava de se
chamar, bateu as botas! Se foi o caboclo na flor da idade, como muitas vezes
comentávamos ao saber que um de nossa geração tinha morrido.
Durante o
velório, após os cumprimentos iniciais (sempre fico
constrangido na hora de prestar esses cumprimentos), após dividir a dor com
muitos amigos e conhecidos em comum, notei que havia um grupo de amigos, os
novos amigos dele, amigos também de muitos anos; desses eu conhecia um, já havíamos
nos encontrado algumas vezes, e fui cumprimenta-lo. Perguntei se ele lembrava
de mim. Ele disse que sim, óbvio, e me apresentou aos demais amigos: _ este é o amigo número dois da vida do Sandro, aquele que ele gosta de ficar
contando pra nós das histórias; como
eu já tinha perdido o amigo, que estava ali, gelado, esticado no caixão, não
perdi a piada: _ se sou o amigo número dois, onde está o número um que não vi
ainda? Foi um momento muito emocionante, pois éramos
amigos, quase todos desconhecidos entre si, dividindo a mesma dor da perda de
um parceiro em comum.
Ora, se meu
amigo comentou com o amigo dele que eu era um amigo, e esse amigo dele sabia
disso e me apresentou como tal aos demais amigos, não pude deixar de ficar
feliz, de me sentir mesmo homenageado pelo amigo falecido, pois sabemos que o
tempo e a distância amainam relações e relacionamentos, superficializam antigas
amizades e mitigam sentimentos. Eu estava ali, considerado amigo pelos amigos
dele, fazendo parte de um pequeno grupo, mostrando que a distância física não
fora suficientemente forte para sofrear o sentimento de amizade há décadas
cultivado. Um momento de luz em meio à tristeza!
E assim é a
vida; e também a morte. Felizes os que possuem amigos autênticos, pois mesmo
que morram, permanecerão vivos em nossas memórias. E morrerão um segunda vez
quando nós, então, também formos. E iremos, que ninguém vai ficar para semente.
Ao ajudar a
carregar o caixão, mais um que eu carrego, não pude deixar de lembrar que ele
não atendeu meu último pedido: que já que ele não se cuidava, que ao menos
emagrecesse um pouco, para não pesar no caixão. O ômi tava pesado sim. Não
deixei de rir, assim como ele também não deixaria. Assim são as boas amizades;
na alegria e na tristeza; no prazer do reencontro e na dor da despedida
derradeira. Que Deus o tenha.
sexta-feira, 30 de abril de 2021
Dia do Trabalho e do Trabalhador
Parabéns amigos trabalhadores. Amanhã, 1º de Maio, é o Dia do Trabalho, e por consequência, Dia do Trabalhador. Numa época de tantas flexibilizações na legislação trabalhista, de tantas dificuldades para patrões e empregados, essa data acaba por assumir papel especial, pois se é um dia de descanso, deve ser também de muita atenção e reflexão, pois se a coisa está difícil para quem fornece e tem trabalho, imagina para quem não tem? A luta é necessária, e é uma luta boa, que se faz um dia depois do outro. Força no músculo!
sexta-feira, 23 de abril de 2021
COVID e Estatísticas
Leitora do blog informa que foi ao posto de saúde aqui do Vale com fortes sintomas de síndrome gripal
e lhe foi indicado que voltasse para casa e ficasse em repouso. Não foi
testada. E ainda sugeriram que ela, sua família, marido, dois filhos e mãe,
ficassem em “quarentena” de quinze dias (não seria quinzena, então?) sob
observação. Nenhum foi testado. É de se perguntar: quais as possibilidades
desse pessoal estar com COVID? Por que não foram testados? Não havia testes
disponíveis?
Isso sem falar
na quantidade de gente que faz o exame por conta, descobre o resultado
positivo, não fala pra ninguém, fica bem quietinho, nem sempre denticasa, e
continua agindo como se estivesse tudo normal.
sexta-feira, 16 de abril de 2021
Mais do mesmo!
Agora andam dizendo que a vacina do COVID está matando gente. Bom, pra quem já virou jacaré, desenvolveu câncer, fez surgir guelras em pessoas, fez crescer pelos em mulheres (?), causou impotência sexual nos homens (!), promoveu mudança no DNA humano, tornou as pessoas dependentes de um processo de dominação da China, carregou microchips nas injeções para deixar as pessoas sem o livre arbítrio, facilitando a dominação estrangeira, tomou a vacina só pra prejudicar o governo do ômi, etc., agora vem mais essa. E os que morrem que não de COVID sem ter tomado a vacina? Hein? É a epidemia sendo contraposta à “infodemia”. Bom, para quem acreditava que a pandemia era apenas uma gripezinha, não é de se duvidar que acreditem nessas popagens todas. Vacina matando? Aí eu tô louco então. Ou não?
quinta-feira, 8 de abril de 2021
Aí que eu me refiro!!!
Foi boa a repercussão da postagem anterior, conforme manifestações em brenopiresmoreira@gmail.com.
Muitos leitores comentaram que sentiram sintomas parecidos com os meus, outros mais ou menos graves. É como escrevi: acredito que existam pessoas que contraiam o vírus e fiquem assintomáticas. Acredito que outras tenham sintomas leves; outras também podem ter sintomas mais graves; há também as que têm sintomas severos e precisam ser hospitalizadas. É uma situação muito delicada. Não tem como saber quem será quem.
Aí tenho que ouvir
de um conhecido que eu sou um homem muito vil, muito fraco e muito frouxo, pois
fiquei com sintomas mais graves da doença enquanto ele teve apenas sintomas muito
leves e superficiais, como se significasse que, por ter sintomas leves, ele era
mais forte. Não pude deixar barato: eu fiquei doente, me curei, e continuo
bonito (modéstia à parte, claro, ahahahahah); e ele que não ficou doente mas continua muito longe de ser bonito? Pra feiura não tem cura, ahahahahahah. Aí que eu me
refiro!!!
Brincadeiras à parte, por que a flauta entre amigos pega, e não é pouca, muita gente que achava que contrair COVID era apenas como ficar com uma "gripezinha" está se obrigando a rever seus conceitos. Antes tarde do que nunca!


