Alguém já disse...

Os do mal começam a vencer quando os do bem cruzam os braços!

terça-feira, 27 de maio de 2014

Alguém duvida?



         E os aumentos de impostos previstos para esse ano? Será que o governo renunciou à vontade e à necessidade de promover os alardeados aumentos de impostos (bebidas frias, combustíveis, etc.)? Claro que não. É óbvio que ficarão para depois da Copa do Mundo. Até por que, se o Brasil ganhar, a dor será menos "dolorida".
         Depois não querem que os mais instruídos protestem, apesar da baderna e dos conflitos violentos que, sabemos, são organizados e praticados por uma minoria.
      A alegação para a transferência de datas para a vigência dos impostos é que estão sendo feitos estudos de análise e aprimoramento das medidas a serem adotadas. Ah, sim!
         Será que eles acreditam que não sabemos pensar?

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Fora de propósito?



         Não é de hoje que sou contra a realização de uma Copa do Mundo no Brasil. Creio que temos muitas outras prioridades, assim como creio questionáveis o chamado "legado da copa".
        No entanto, me parece que mobilização, campanha, manifestação, nota de repúdio, etc., contra a Copa deveriam ter sido feitos, e foram, antes de o Brasil ter sido escolhido sede da mesma. Agora, faltando pouco mais de vinte dias para a competição, nem os atrasos e as mazelas nas "obras da copa" serão capazes de mudar a decisão.
        Então, penso que não adianta a população se levantar contra a realização do certame, pois isso me soa, neste momento, fora de propósito.
        De muito bom senso é torcer para que, apesar dos pesares, a Copa se realize com um mínimo de normalidade. E que os preconceitos que a comunidade internacional tem a nosso a respeito não se ampliem.

domingo, 4 de maio de 2014

Surreal? Ou simplesmente parte do discurso do poder?

E aí a nossa presidente diz para o presidente da FIFA que até a Copa estará tudo pronto. Vai contratar o mágico David Coperfield? Ou o Mister M, pois, como diz o Cid Moreira com aquela voz que lhe é particular, é o “Senhor de Todos Os Mistérios”? E o presidente da FIFA acreditou? Acho que sim, pois deverá convidar para a comemoração da conclusão das obras o Papai Noel, o Coelhinho da Páscoa, o Saci Pererê e o Bicho Papão. E todos estarão lá. Na primeira fila. É ver para crer...
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terça-feira, 22 de abril de 2014

A discussão se amplia



Amplia-se a discussão a cerca da legalização do consumo da canabis sativa, nossa conhecida maconha. Não há consenso, claro. Em alguns países o seu consumo já está liberado.
Assim como aqui no Rio Grande o uso da erva mate extrapolou o chimarrão, em alguns países o uso da maconha também se expandiu: massas, bolos, doces, etc. Além do uso medicinal, claro.

O amigo leitor já tem opinião formada?

terça-feira, 15 de abril de 2014

Mas que tal!?

          Nem o mais otimista, nem o mais pessimista poderia imaginar tal resultado. Como eu já havia previsto, histórico...

4 X 1 X   


segunda-feira, 31 de março de 2014

Senso Comum e Desconhecimento Histórico



           Tenho recebido muitos e-mails tecendo enormes críticas às políticas assistências desenvolvidas pelo governo federal.

            Nessas críticas muitos demonstram sua inconformidade com programas do governo federal como o bolsa saúde, o bolsa escola, e o bolsa família. Existe também muita crítica a outros programas como minha casa, minha vida, fase um e dois, com relação às quotas nas universidades e muitos outros. Alguns de meus contatos chegam a justificar tal contrariedade arguindo que isso agride o princípio da igualdade entre as pessoas, pois todos têm as mesmas chances, que não é justo com quem “se mata” para conseguir uma vaga através do estudo, e daí por que não pode haver distinção de tratamentos, etc.

            Antes de qualquer coisa, é de se destacar que o Brasil não é um país de iguais, ao contrário do que muitos pesam. Pensar isso é reproduzir senso comum.

            Nosso amado país é caracterizado, por uma questão conhecidamente histórica, por possuir enormes e absurdas desigualdades sociais e econômicas. Nesse sentido, os modernos princípios legais vigentes dão conta de que os iguais devem ser tratados de forma igual; os desiguais, de forma desigual. Isso quer dizer que, num país como o nosso, em que a base da pirâmide social é muito desigual do meio e do topo, aqueles não podem ser tratados da mesma forma que esses, muito pelo contrário. É certo, público e notório que em no Brasil as pessoas não possuem as mesmas chances e oportunidades.

            Os que são contra as cotas universitárias esquecem-se de ver que as universidades públicas são ocupadas, hoje em dia, por uma maioria de estudantes que advém de escolas particulares ou que puderam pagar por intensos cursos preparatórios, realidade que foge ao alcance da maioria da população, casualmente a maioria desigual da população.

            Ainda, quero perguntar para aqueles muitos que são contra a bolsa escola, por exemplo, se são também contra as bolsas pesquisas, de estudo e de apoio financeiro do Cnpq, do Capes, do Prouni, entre outros, que anualmente são distribuídas a centenas de estudantes e que saem da mesma fonte que aquela? Isso eles não lembram... Mas são contra.

            Tem mais. Só quem já passou pela dificuldade em financiar uma casa própria sabe o que é para adquirir-se um imóvel, num país tão desigual como o nosso. O “minha casa, minha vida”, pejorativamente chamado de “minha casa, minha dívida” pelos que não precisam do programa (ou o amigo leitor acha que quem é adepto do programa usa essa expressão?), é uma forma sim, de se oportunizar acesso à casa própria por parcela da população. Isto é inconteste. Mas muita gente não quer ver assim...
            Nosso país tem uma dívida histórica muito grande com a parcela da população que está na base da pirâmide social. Se tais políticas governamentais possuem um caráter de paternalismo, entendo que, neste momento, elas são necessárias, pois se prestam a curto e médio prazo, resgatar esta dívida. E as estatísticas (sempre elas) estão aí para comprovar que, em parte, estão conseguindo seu intento. Mas muito ainda há que se fazer. Muito.

            Feliz será o dia em que os governos não terão, entre suas prioridades, a necessidade de adotarem políticas assistenciais para uma maioria "menos privilegiada". Os céticos acreditam que isto é impossível. Eu, como sou otimista, creio que em três ou quatro gerações, sessenta a oitenta anos, se não houver mudança de rumos, isto poderá começar a se tornar possível.
 
            Oxalá um dia possamos acusar o governo, justificadamente, de ser paternalista sem necessidade. Tomara. Por enquanto, entendo que não dá.