Alguém já disse...

Os do mal começam a vencer quando os do bem cruzam os braços!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Filosofia do Quotidiano I


        Filosofia é um importante ramo do conhecimento humano. É, também, uma importante disciplina escolar. É, por fim, um importante curso universitário; dos mais significativos.
Sou professor de Filosofia no Ensino Médio e nesta qualidade tenho, como proposta de trabalho, o objetivo de, entre outros, resgatar com meus alunos o hábito de pensar, pois este é, ao fim e ao cabo, o objetivo da Filosofia: pensar.
Longe, muito longe de querer ser ou me comparar com um filosofo, me vejo como um esforçado professor com esta disposição de retomar o hábito do pensar eficiente, objetivo e significativo, em fim, refletir, não só sobre questões ou situações práticas ou imediatas, do quotidiano, mas também, muito importante, sobre questões abstratas, pois quando falo que perdemos o hábito de pensar é principalmente a essas questões que me refiro. É o pensar pelo pensar. E estas “questões abstratas” são tão importantes quanto as práticas, se não mais!
Penso, logo, existo?
O princípio da disciplina de filosofia é esse: pensar, reflexivamente, sobre um assunto importante é o primeiro passo para mudarmos nosso agir a cerca do mesmo. Ou não?

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Sem maniqueísmo...


           Começou o julgamento dos policiais militares envolvidos na morte de cento e onze apenados no presídio de Carandiru.
            Sei que muitos brasileiros ditos “cidadãos comuns”, respeitáveis pais e mães de família, devem estar pensando ou falando que “receberam o que mereciam”, que “bandido bom é bandido morto”, que “não tem que ter pena desses vagabundos”, etc. Mas a questão que se apresenta é outra: indivíduos a serviço do Estado, no caso os policiais militares ou seu comandante, têm o direito de fazer justiça com as próprias mãos? Têm o arbítrio de dizer quem vai viver e quem vai morrer? Se os presidiários estavam cumprindo sua pena, uma vez que condenados pela justiça, a lei estava sendo aplicada. A justiça estava sendo feita.
A grande expectativa que se cria neste acontecimento é saber como as coisas realmente aconteceram. Até agora os depoimentos dão conta, de um lado, que a maioria dos presos foi morta estando indefesos ou dominados pela polícia, o que caracterizaria, de per si, execução sumária; de outro lado, que os policiais agiram em estrita necessidade e cumprimento do dever, tendo que matar para garantir a sua (deles) integridade física.
Independentemente do que ocorrer na evolução dos fatos desse julgamento,  o mesmo é oportuno pela necessidade de se fazer sérias e profundas reflexões sobre a segurança pública e o papel do Estado em sua manutenção, prevenção, apuração, julgamento e punição dos culpados. Afinal, é para isso que (também) pagamos pesados impostos. Ou não?

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Caminhada Coletiva

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Carlos Barbosa
Bela Cidade
       Estive na Escola Carlos Barbosa, da cidade de nome mesmo nome, conversando e trocando impressões com os professores sobre o "Ensino Fundamental numa época de dúvidas e soluções na Educação". 
            Foi um trabalho muito gratificante onde, por aproximadamente três horas, estabeleci uma relação dialógica com os professores sobre questões que implicam nosso mister cotidiano.
            Ao fim e ao cabo, apesar de todas as angústias, dúvidas e expectativas suscitadas e discutidas, ficou a clara certeza de que o corpo docente está no caminho certo na busca de uma educação de qualidade.
            O desafio dos professores? Pensar no coletivo a escola que querem, bem como buscar, também no coletivo, os meios e procedimentos para conseguir esta escola. O desafio da equipe diretiva? Oportunizar aos professores espaços e momentos para esse encontro coletivo sem o qual todo trabalho estará comprometido.
           Parabéns colegas da Escola Carlos Barbosa. A diversidade profissional que eu encontrei aponta para bons caminhos.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Prevenir é o melhor remédio...



      Quanta situação constrangedora, inoportuna, inconveniente ou simplesmente desgastante poderia ser evitada com uma simples ligação telefônica para o seu advogado? Por que esperar os fatos acontecerem para depois buscar ajuda? Prevenir é o melhor remédio.
      Por isso, siga o ditado: 
"Não faça nada errado; consulte um advogado".

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Ótima Oportunidade

         Semana passada estive na cidade de Barão fazendo uma palestra, ou melhor, fazendo uma "troca de experiências" com os professores da Escola Estadual de Ensino Médio e Escola Normal Assunta Fortini com o tema "O Ensino Politécnico à luz da ressignificação do Ensino Médio".
         Foi uma ótima oportunidade na medida em que pude refletir com os colegas sobre as questões que envolvem a implantação da metodologia da politecnia no âmbito de nossas escolas.
         Talvez não tenha oportunizado muitas "soluções" para as questões que hora se apresentam. Mas com certeza pudemos dividir angústias e dúvidas, mas principalmente expectativas e esperanças.
       De certeza ficou a sensação de que a aplicação daqueles professores os levará, sem sombra de dúvidas, a desenvolverem um trabalho realmente significativo na elevação da qualidade de ensino desenvolvido na escola.
         Parabéns professores! Parabéns equipe diretiva.

terça-feira, 26 de março de 2013

A Encruzilhada da Educação - Parte Final


E chegamos, então, à encruzilhada da educação: a escola que temos e a escola que queremos.
Saber, conhecer e entender a escola que temos é tarefa relativamente simples na medida em que uma simples observação mais criteriosa nos mostra as qualidades e as “desqualidades” dessas instituições. 
Uma questão mais complexa, no entanto, é identificar as características da escola que queremos, até por que, queremos sempre o melhor. E por que é questão mais complexa? Por que uma resposta satisfatória deve levar em conta uma série de fatores.
Antes de tudo, é bom termos em mente que não se deve buscar uma “escola perfeita”. Isso somente pode ser feito através de um exercício de especulação, afinal a perfeição será o parâmetro de medida de uma finalidade para e escola. Ou não?
Voltando à questão inicial, qual é a escola que queremos?
A resposta para essa questão é uma busca reveladora.
Começa, como requisito primeiro, pela oitiva da opinião individual e de classe de todos os agentes envolvidos no processo educacional escolar: alunos, pais, professores, funcionários, equipes diretivas, mantenedores.
Feito isso, e sendo que esses agentes deixem bem claro qual é a escola que querem, o passo seguinte será buscar um sólido elo de ligação entre as diferentes expectativas: onde se aproximam, onde se afastam, como conciliá-las quando divergentes...
Então será hora de estabelecer os meios e procedimentos pelos quais a escola poderá atender tais expectativas, não se devendo esquecer que estamos partindo (e pertencendo a) de instituições que já existem e que precisam, por consenso de todos, serem transformadas e melhoradas.
Somente após feito isso poderemos coadunar os diferentes interesses e necessidades dos agentes envolvidos no processo educacional-escolar, tendo, por conseguinte, uma escola com algumas características objetivamente definidas e que se aproxima de um razoável padrão de qualidade: o mantenedor, no caso das escolas públicas estaduais o governo do estado, cumprindo sua parte em pagar o piso salarial nacional dos professores e oferecendo condições materiais mínimas às escolas, bem como criando mecanismos para diminuir os encargos gerenciais administrativos das equipes diretivas; essas, por sua vez, privilegiando a defesa dos direitos de alunos, pais, professores e funcionários, exigindo o cumprimento das obrigações pelos mesmos com pleno conhecimento de causa e autoridade e apontando o aspecto pedagógico como o fundamental no processo educacional; os professores, por seu lado, constantemente buscando seu aperfeiçoamento e “ressignificando” sua práxis através dos conhecimentos adquiridos; os alunos, fazendo sua parte, comportando-se como indivíduos civilizados cujos estudos não fiquem dependentes exclusivamente dos horários de freqüência à escola, fazendo seus temas e trabalhos com qualidade e dedicação; por fim os pais, acompanhando o desempenho de seus filhos, os trabalhos e temas, exigindo estudos complementares, e também fiscalizando o trabalho dos professores e equipes diretivas, além, claro e óbvio, participando direta e ativamente nos  processos de gestão da instituição escolar.
Eu pergunto então amigo leitor: é querer demais?
Se sabemos o que queremos, por que é tão difícil alcançar esses objetivos?
São tantas perguntas, tão poucas respostas...