Alguém já disse...

Os do mal começam a vencer quando os do bem cruzam os braços!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

E se foi o Dez

         E outubro se foi. Com Dia da Criança e do Professor (além de outros profissionais, claro), com a Padroeira do Brasil e tudo o mais que tinha direito!
         Mataram o Kadaffi, o que já era esperado, pois a caçada era intensa. Não teve direito a misericórdia. Merecia?
         Acabei de ler, entre outros, a biografia de Tim Maia, por Nelson Motta. Poderíamos ter tido a melhor e maior voz do Brasil, em todos os tempos. Um ícone. Não fossem as muuuuitas drogas e a falta de responsabilidade. Muuuuita falta de responsabilidade. Somos o resultado de nossas escolhas (parece propaganda institucional...).
         O Rio Grande não vai sediar a Copa das Confederações. Isso já era esperado. E pode ser apenas o começo do fiasco. Reitero minha contrariedade com a realização de uma Copa do Mundo em nosso país. 
         E o Brasil no PAN? Continuamos em segundo lugar no quadro de medalhas. O fato de os Estados Unidos estarem com suas segundas e terceiras equipes olímpicas não interfere no resultado final: são os primeiros colocados, com mais de o dobro da medalhas que possuímos. Abaixo de nós, Canadá, Cuba, México... Não sei se estamos com essa bola toda.
         Acertei na mosca ou "quem foi rei nunca perde a majestade": meus alunos terceiranistas ficaram surpresos com a quantidade de questões de história do ENEM cujos conteúdos foram trabalhados em sala de aula. Feeling! E, sem falsa modéstia, competência.
         Enquanto isso, em minha cidade, Vale Verde, os vereadores subservientes ao Executivo aprovaram uma nova Lei  Orgânica que dá maior liberdade a esse poder para autorizar (comercializar) a extração de areia de nosso balneário (um dos poucos pontos turísticos que possuímos). Contaram com um voto favorável da oposição e duas convenientes e covardes abstenções. Apenas um voto contra.
         E se foi o mês dez.
         Que venha o finde(ano). O comércio já está virado em Papai Noel...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Copa do Mundono Brasil...

         Eu, que já era contra a realização de uma Copa do Mundo aqui no Brasil por acreditar que não temos estrutura financeira e social para investir tanto capital numa atividade que privilegia apenas um esporte e cujos interesses financeiros estão acima de qualquer paíxão clubística, agora, depois de saber das enormes concessões fiscais concedidas à FIFA, reitero que me parece descabida a realização deste evento. É muito privilégio a esta instituição que, destaco, merece, mais do que nunca, uma ampla e irrestrita aviriguação quando a seu funcionamento, sua arrecadação, sua relação com os resultados das competições que lhes são submetidas.
         O amigo leitor não concorda?

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Oktoberfest

         Começou ontem e vai até dia 16 próximo a Oktoberfest de Santa Cruz do Sul.

         Deixo o convite: muita diversão, ótima culinária e, claro, um bom chopp.

         Neste domingo, na avenida central, a partir da 10 h, tem o desfile oficial de abertura (na foto, o desfile em 2010).

         Apareça!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

FICHA LIMPA

         Hoje faz um ano que foi instituída a Lei Complementar 135/10, conhecida como Lei da Ficha Limpa, que, entre outras coisas, ampliou os casos de inelegibilidade em nosso país.
         Em muitos lugares serão realizadas atividades de comemoração, e não pode ser diferente, pois, em matéria de moralidade política, toda e qualquer medida é muito bem vinda.
         No entanto, esta Lei encontra-se, nesse momento, em uma situação muito delicada, na medida em que o STF - Supremo Tribunal Federal está para julgar a constitucionalidade (ou não) desse instituto e sua aplicabilidade no próximo pleito (2012).
         Por ser um órgão político é muito oportuno que o cidadão fiscalize o processo de votação dessa lei em nosso "Pretório Excelso". Nesse sentido há a necessidade de que se instigue a Presidência da República para que indique, ao STF, um ministro simpático à Lei da Ficha Limpa, pois ele poderá decidir o futuro dessa legislação.
         Convido todos meus leitores a participar dessa campanha no seguinte link:
         Nosso país, nosso estado e nossos municípios agradecem. E merecem. E precisam!!!



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Gaúchos e Farrapos

            Feita (e perdida) a revolução (que nunca foi) a gauchada retorna à vida normal e a seus afazeres normais, para, digamos, esperar a próxima oportunidade de tirar os petrechos do armário, pegar em armas simbólicas (faca de gaúcho não é arma, mas quite de sobrevivência) e sair se vangloriando de sua história e de sua cultura.

Até a algum tempo, uns vinte ou trinta anos, as comemorações farroupilhas eram restritas ao âmbito dos CTGs. Lembro que as festividades reduziam-se a um desfile da gauchada pelas ruas das cidades, um fandango em uma noite e, no máximo, um fim de semana de churrascadas. “Lá vêm os gaúchos”, dizia-se com freqüência àquela época. Nós não éramos gaúchos, os cavalarianos eram!

            A comemoração maior era referente ao Sete de Setembro cujas atividades envolviam toda a chamada Semana da Pátria: cartazes, bandas marciais, fitinhas verde-amarelas, marcha de estudantes e professores na avenida (direito-esquerdo-direito-esquerdo), desfile do Exército, etc. Ainda hoje meu subconsciente faz uma associação entre o cheiro da flor de laranjeira (na casa de minha avó, onde eu morava, havia um laranjal) e os toques das bandas marciais às quais, durante meu período escolar, sempre participava, desde o Ensino Fundamental até o Ensino Médio. Claro que também justificava o fato da prioridade de uma comemoração sobre outra a realidade de que vivíamos numa ditadura ufanista onde o importante era amar e louvar o Brasil acima de todas as coisas, inclusive do próprio estado.

Com o passar dos anos, as coisas foram se modificando. A ditadura sucumbiu (felizmente) ao tempo.

A partir do inexorável processo de abertura política no final dos anos oitenta e principalmente início dos noventa, foi se tornando pública a face nem sempre correta, honesta e ética da ditadura. Com isso, aproveitando-se das fissuras históricas e culturais que começaram a aparecer, o movimento tradicionalista, através do Vinte de Setembro, começou a se apresentar como uma alternativa de comemoração independentemente das comemorações do Dia da Independência. Tal alternativa avolumou-se com o passar dos anos e hoje, em muitos municípios do Rio Grande, o Vinte sublimou o Sete. O tradicionalismo enrijeceu a cultura gaúcha e esta se tornou um monolito de adoração sobre a qual não se admitia questionamento ou oposição.

É sabido que muito do que se diz “farroupilha” ou relativo ao “tradicionalmente farroupilha” é convenção estabelecida em processos nem sempre pacíficos no seio da entidade maior do tradicionalismo gaúcho que é o MTG – Movimento Tradicionalista Gaúcho. O regramento a cerca de vestuário, cancioneiro, comportamento, usos e costumes gaúchos, história, etc., tudo, senão a maior parte é convenção. E como tal deve sempre ser concebida.

A questão que se apresenta é que tais convenções acabaram por se tornar dogmas que, por sua vez, passaram a representar, a materializar os conceitos de certo e do errado, de pode e não pode, de “é assim” e “não é assim”. Questão pior ainda é que isso não só nos meios tradicionalistas, mas nos meios populares também.

É justamente por serem convenções dogmatizadas que penso que deve haver liberdade para que as pessoas se vistam da forma que melhor lhes convir. Sem que sejam, neste intuito, recriminadas ou ridicularizadas.

O conhecimento da história e dos preceitos de desenvolvimento do tradicionalismo é muito importante e não deve ficar restrito a grupos reservados como estudiosos, pesquisadores ou tradicionalistas. Quando tais dogmas começam a ser cobrados pelo cidadão comum como se fossem regras imutáveis que não suportam alternativas ou variantes, aí estamos diante de um grande desconhecimento ou de uma grande falta de informação. Tais comportamentos se prestam, também, para perpetuar a dogmatização estabelecida, fazendo com que a maioria da população se sinta “fora do meio”, fora do todo, fora do conjunto da sociedade, a tal ponto que se continua ouvindo a expressão de “lá vem os gaúchos”, como ocorria há vinte ou trinta anos.

Quem perpetua os dogmas de há muito conhecidos como tal é o mesmo que perpetua o preconceito, a desigualdade, a exclusão.

Quem sabe o que é certo ou errado em termos de cultura popular?

            O que o amigo leitor pensa a respeito?

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Semana Farroupilha e o Povo do Rio Grande

         Refletindo sobre os festejos da Semana Farroupilha me deparei com a análise do gaúcho-farrapo-comemorador. Sua vestimenta, sua atuação nesse espontâneo teatro-histórico-cultural cujo palco são as ruas e avenidas de todas as cidades do Rio Grande, seus hábitos e seu comportamento.
         Dividi os gaúchos em três grupos distintos, mas interrelacionados.
         Existe o gaúcho rural, dos estâncias, das pequenas e médias cidades, acostumado com as lidas campeiras. Conhecedor da lida e dos apetrechos que a compõe. Para esses, a Semana Farroupilha tem uma identificação muito forte com seu cotidiano. O festejo é exibir, de forma cênica, o cotidiano de seus afazeres.
         Existe o gaúcho migrante. Saiu do interior e foi para a cidade grande. Abandonou alguns hábitos, adotou outros, mas sem esquecer dos primeiros. Para esses, a Semana Farroupilha traz ótimas lembranças. É um retroceder saudosista, carregado, muitas vezes, daquela boa e inafastável saudade. Um dia fui assim.
         Existe, por fim, o gaúcho urbano. Aquele que nunca saiu da cidade. Para esses, a Semana Farroupilha é uma festa que relembra feitos históricos de um passado distante mas nem por isso menos importante ou significativo.
         Em comum?
          Aquele incontido e inexplicável sentimento de unidade e alegria que sentimos quando vemos aquela gauchada entrando ao tropel numa avenida ostentando as cores do Rio Grande. São inconscientes laços de uma origem que, por força da geografia, nos enche de orgulho pelo simples fato de sermos chamados de gaúchos.
         Mazaaaaaaaah!




segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Viu a reportagem?

         O(a) amigo(a) leitor(a) viu a reportagem da Rede Globo a cerca de um estudo que informa que o poder legislativo brasileiro é um dos mais caros do mundo? E tem eleitor bocó que se orgulha em dizer que não gosta de política ou que não quer se envolver em política. Não sabe o imbecil que, ao final, é ele quem paga a conta? Situações como essa é que contribuem para aumentar o enorme desprestígio da classe política brasileira. Não concordo com o termo de abertura, pois a cada quatro anos podemos dar um bom recado via campanha eleitoral e urna eletrônica, mas vale pelo vídeo. Até por que o colega que me encaminhou o mesmo proferiu uma hilária frase: "_ bom se um político pegasse aftosa! Assim, teríamos que sacrificar o rebanho todo...". Não é pra tanto, eh, eh, eh.
         Assista!