Alguém já disse...

Os do mal começam a vencer quando os do bem cruzam os braços!

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

IV Raid Bike - Vale Verde

         Em comemoração ao aniversário de nosso município, Vale Verde, RS, realizaremos, em 22 de outubro próximo, o IV Raid Bike do Vale Verde, o já clássico "empurra bike - down hill sangrento" (brincadeirinha...)
           Atualizem suas agendas e repassem este convide para seus amigos e contatos.
         Algumas informações preliminares: distância aproximada de 35-45 km, com tempo estimado de 4 à 5 hs em face dos aclives, mesclando nossas trilhas clássicas (pedreira, trilha molhada, figueira gigante), com algumas novidades (pedreira medonha - finado Miro, entre outras).
         Concentração 13:00 na pousada do Alemão, saída prevista às 13:30. 
         Quem quiser chegar antes da saída para almoçar avisa, que agendamos com o dono do restaurante.
Maiores informações, em breve.
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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Ciências, Política & Ética...


Resultado de imagem para estômago de avestruz

             Está lá, no livro de ciências do sétimo ano: estômago é órgão presente no tubo digestório de alguns animais; no caso do homem, situado logo abaixo do diafragma, mais precisamente entre o esôfago e o duodeno.
                Já, dentre os adágios populares, a expressão “ter estômago para...”, significa, grosso modo que, conforme o Dicionário Criativo (encontrado no Dr. Google, aquele que tudo sabe, aquele que tudo vê), é suportar aquilo que é repulsivo, aquilo que é repugnante.
                Bueno, a se iniciar mais uma campanha eleitoral, novamente se pode observar que muitas lições de campanhas anteriores não foram apreendidas. E aí, amigo leitor, haja estômago.
                Na medida em que se ultimam as coligações para disputar o próximo pleito, em especial na majoritária, começa-se a observar uma série de alianças que, há algum tempo, seriam inimagináveis. Mas isso não é o pior, até por que um dos princípios reinantes na política partidária, em especial aqui no Brasil, é a de que o adversário de ontem será o aliado de hoje. Quanta falsidade; quanta hipocrisia!!!!
                O pior é que muitas dessas alianças estão surgindo entre pessoas que até bem pouco tempo tinham verdadeira inimizade, indisposição e animosidade entre si. Mas como eu disse, os inimigos de hoje serão os amigos de amanhã. Quanta falsidade; quanta hipocrisia.
                Mas pode piorar.
                Quando vejo que muitas pessoas que hoje defendem as cores e as pessoas deste ou daquele partido, deste ou daquele candidato, fazem campanha, falam bem, elogiam, pedem votos, esquecendo que até bem pouco tempo atrás faziam uma agressiva, ferrenha e contundente oposição, levando inclusive para o campo da chacota pessoal e íntima a cerca deste ou daquele candidato ou de suas características pessoais, aí sim digo que, para se ser politico (ou seria politiqueiro?), tem que se ter muito estômago, muito estômago!
                É por esses e outras que muitos perdem votos, Inclusive o meu.
                Mas tem mais.
                Será que essas pessoas que antes ridicularizavam seus atuais companheiros de campanha não sentem vergonha de sair à rua, de olhar as pessoas inteligentes nos olhos, de sorrirem desmedidamente como se nada tivesse acontecido?

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Logo o MinC?



         Nunca me considerei um sujeito burro, medíocre, tosco, atrasado de inteligência, parco de estudos. Claro, também sei que não sou nenhum gênio, afinal, se o fosse, utilizaria minha genialidade para ganhar um pouco mais de dinheiro com um pouco menos de esforço. Se é que isso é possível, kkk. Mas burro, nunca me considerei. Nem quando era mais ignorante.
           No entanto, começo a pensar em começar a mudar minha autodescrição intelectual. Os últimos fatos têm me apresentado mais do que provas de que o senso comum tem mais sabedoria que o senso crítico, contrariando tudo o que até agora se estudou e aprendeu. Quem sou eu então para questionar? Exemplifico.
      No intuito de enxugar a máquina administrativa federal o governo Temer extinguiu vário ministérios, entre ele o MinC – Ministério da Cultura. É óbvio que houve grande reação nas esferas educacionais, intelectuais e artísticas brasileiras. É óbvio!
        E o que isso tem a ver com minha inteligência? No que isso contribui para demonstrar meu alto grau de burrice?
        Além do fato em si, justificando que a cultura não merece uma pasta exclusiva, a explicação do ministro da Educação para o fechamento do MinC constituiu uma verdadeira pérola de uma rara inteligência até então desconhecida ou ignorada: “fechamos o Ministério da Cultura por que, ligado ao Ministério da Educação a cultura receberá mais atenção, maiores investimentos, terá uma administração mais racionalizada, eficiente e produtiva...”. Tenho que ser muito burro, pois como é que não pensei logo nisso?
      A partir do raciocínio do Ministro minha burrice fica ainda mais latente, pois me dou conta de que a solução da maioria dos problemas brasileiros é ululantemente óbvia.
      Todo mundo sabe que um dos maiores problemas que nosso país enfrenta é o de possuir uma educação de péssima qualidade, com baixíssimos índices de aprendizagem, pouca valorização dos profissionais e ínfimos investimentos. A solução para as mazelas da educação é tão óbvia: é só extinguir o Ministério da Educação. Aí teremos uma educação com “mais atenção, maiores investimentos, uma administração mais racionalizada, eficiente e produtiva”. Como nuca pensei nisso? Eu poderia ter sido o salvador do Brasil!
      O Brasil tem sérios problemas de segurança? È só extinguir o Ministério da Segurança. Fecha-se a Polícia e o Judiciário. Simples assim.
       A saúde no Brasil é uma calamidade? É só fechar o Ministério da Saúde. Problema resolvido.
     A economia no Brasil está um caos? Temos inflação, desemprego, a carga tributária mais alta do mundo? Kkk, esta é fácil. Extingue-se o Ministério da Fazenda.
    O futebol brasileiro é um fiasco? O desempenho do país nos esportes olímpicos é pífio? Vamos banir o futebol do Brasil e proibir a prática de qualquer esporte. Logo-logo seremos campeões mundiais e nos tornaremos uma potência olímpica.
     Fico até constrangido de escrever ao amigo leitor, pois diante de tanta obviedade não sei como nunca percebi essas soluções e alternativas. Não sei mesmo. Tenho que ser muto burro. Realmente muito burro.

      Mas vale uma pergunta: com este tipo de Ministro dizendo o que diz, há o que Temer? Hein? Hã?

sexta-feira, 13 de maio de 2016

E a Dilma se foi, de mala e cuia...

         Muitas pessoas se surpreendem quando falo que, na minha humilde visão, ela foi muito mais vítima de sua incompetência para administrar o Brasil do que de crimes de responsabilidade propriamente dito. E se assim o foi, esse processo de impeachment que se apresenta carece de legitimidade. Para mim, foi ilegítimo.
       A Dilma começou a cair quando, logo após assumir seu segundo mandato, passou a adotar medidas que, durante a campanha à reeleição, defendera veementemente que não faria. Ai, naquele momento, a opinião pública começou a se mobilizar contra nossa mandatária. As ruas foram tomadas, as redes sociais trataram de organizar as manifestações e tudo o mais veio ao natural. A popularidade da presidente caiu de forma vertiginosa.
        A Dilma caiu por que não soube enfrentar a crise que se abatera sobre no país, reflexo de uma acrise ainda maior que atingira o mundo de forma geral e que era negada, com relativa frequência, pelos arautos do governo. Era o famoso “tapar o sol com a peneira”.... Inflação, desemprego, desabastecimento, aumento de impostos, de combustíveis, das taxas de luz, tudo isso contribuiu para tornar o quadro ainda pior. Mas tem mais!
        Ainda segundo minha humilde opinião, a presença do ex-presidente Lula junto ao atual governo foi significativo para ampliar a rejeição à Dilma. Ainda mais com o fatídico caso da portaria ministerial, aquela que foi enviada pela Dilma ao Lula para ele usar em caso de necessidade. Até hoje quando se falava em usar papel para o caso de necessidade se tinha em mente um habeas corpus ou papel higiênico. A Dilma ampliou as opções.
      A Dilma caiu por que, em busca da governabilidade, num primeiro momento ficou refém do Congresso Nacional, enquanto possuía cargos a distribuir, e depois, noutro momento, entrando em rota de colisão com alguns figurões do legislativo, não soube contornar resistências e transformou opositores em inimigos. Assim, os conflitos pessoais se sobrepuseram aos funcionais. Eduardo Cunha que o diga. A vingança é um prato que se come frio.

        Resta agora esperar que o Temer consiga reorganizar nosso Estado, adotar medidas de curto prazo para contornar a crise ou acenar com tal possibilidade, promover as mudanças que se fazem necessárias, em especial algumas reformas que há muito entravam nosso desenvolvimento. A miscelânea política em que se transformou o novo ministério aponta para um governo de coalizão. Será que o PMDB tem estrutura moral e disposição política para tal? Quem viver verá! Ou não?

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Nada como um dia depois do outro...

         E o Sr. Eduardo Cunha entrou na linha de tiro.
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     Foi afastado liminarmente da presidência da Câmara dos Deputados e do próprio exercício legislativo. Não é pouca coisa. Para que o ministro Teori Zavaski chegasse a esse extremo, e é um extremo, uma exceção, é por que as acusações apresentavam-se com contundente verossimilhança, senão não faria. Mais. Corroborando a expectativa de que os indícios do cometimento de crime pelo senhor Eduardo são muito materiais, a decisão do ministro foi endossada pela unanimidade dos membros do STF – Supremo Tribunal Federal. Isso mesmo. O sr. Cunha levou 11 X 0 no STF e olha que não é fácil obter unanimidade em nosso pretório excelso.
      Agora começa a esperneação: explicações, recursos, justificativas. Parece que ele realmente é inocente. Quem nos garante isso é o coelhinho da Páscoa, a mula sem cabeça, um cobra que usa sapatos, uma galinha que escova os dentes e a cegonha que traz nenês. Parece que a Velhinha de Taubaté também acredita na inocência do facínora.

        Quem viver, verá...

segunda-feira, 18 de abril de 2016

NO PRINCÍPIO ERA O VERBO...

Ontem, começou a se definir o quadro inicial da política brasileira para esses e os próximos anos.
O embate está sendo bonito e só não é motivo de festa e orgulho por que somos nós quem estamos financiando todo este teatro de horrores. É isso aí amigo leitor: é do nosso bolso que está saindo o din-din que financia toda essa farra, tanto pelo lado da Dilma quando do lado do Temer, do Cunha, do Calheiros... 
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Fazendo uma analogia com a existência humana, penso poder afirmar que estamos na adolescência da democracia recente do Brasil e, como tal, estamos passando por aquele período de provações, rebeldia, provocações, experimentações, riscos e, às vezes, inconsequências... O resultado final? O amadurecimento de nosso Estado de Direito, longe de toda e qualquer hipótese de se voltar a ter um estado espúrio de exceção, isto é, uma ditadura. Assim ao menos me parece e eu espero.

Resultado de imagem para impeachmentDisse que o quadro era inicial por que o impeachment é apenas o começo de um grande e longo processo que ainda vai incluir os procedimentos envolvendo o vice-presidente da República assim como as investigações e processos que incluem o presidente da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Como se diz, muita água ainda vai passar por sob a ponte...

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Salve a Democracia


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E ainda tem gente que torce a cara para a democracia e prega abertamente a volta da ditadura. Quanta ignorância e estupidez!
Não sabe o leigo que se estivéssemos numa ditadura a Polícia Federal não teria liberdade para investigar os grandes figurões do governo? Será que os meios de comunicação teriam liberdade para fazer as denúncias que têm feito? Será que as pessoas teriam direito de fazer as manifestações de protesto que a cada dia se tornam maiores? 
Não há como se iludir e desejar que uma ditadura se torne a grande solução para as mazelas políticas do Brasil. Não mesmo! 
Só a democracia pode curar a democracia!

Por falar em manifestações, gostei de ver os defensores do governo (alguns), da Dilma (bastantes), do Lula (muito poucos) e do PT (os filiados e sindicalizados) organizados em passeatas e manifestações. Se os contra podem fazer, por que não os a favor? Mais um ponto para a democracia.