Alguém já disse...

Os do mal começam a vencer quando os do bem cruzam os braços!

segunda-feira, 18 de abril de 2016

NO PRINCÍPIO ERA O VERBO...

Ontem, começou a se definir o quadro inicial da política brasileira para esses e os próximos anos.
O embate está sendo bonito e só não é motivo de festa e orgulho por que somos nós quem estamos financiando todo este teatro de horrores. É isso aí amigo leitor: é do nosso bolso que está saindo o din-din que financia toda essa farra, tanto pelo lado da Dilma quando do lado do Temer, do Cunha, do Calheiros... 
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Fazendo uma analogia com a existência humana, penso poder afirmar que estamos na adolescência da democracia recente do Brasil e, como tal, estamos passando por aquele período de provações, rebeldia, provocações, experimentações, riscos e, às vezes, inconsequências... O resultado final? O amadurecimento de nosso Estado de Direito, longe de toda e qualquer hipótese de se voltar a ter um estado espúrio de exceção, isto é, uma ditadura. Assim ao menos me parece e eu espero.

Resultado de imagem para impeachmentDisse que o quadro era inicial por que o impeachment é apenas o começo de um grande e longo processo que ainda vai incluir os procedimentos envolvendo o vice-presidente da República assim como as investigações e processos que incluem o presidente da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Como se diz, muita água ainda vai passar por sob a ponte...

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Salve a Democracia


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E ainda tem gente que torce a cara para a democracia e prega abertamente a volta da ditadura. Quanta ignorância e estupidez!
Não sabe o leigo que se estivéssemos numa ditadura a Polícia Federal não teria liberdade para investigar os grandes figurões do governo? Será que os meios de comunicação teriam liberdade para fazer as denúncias que têm feito? Será que as pessoas teriam direito de fazer as manifestações de protesto que a cada dia se tornam maiores? 
Não há como se iludir e desejar que uma ditadura se torne a grande solução para as mazelas políticas do Brasil. Não mesmo! 
Só a democracia pode curar a democracia!

Por falar em manifestações, gostei de ver os defensores do governo (alguns), da Dilma (bastantes), do Lula (muito poucos) e do PT (os filiados e sindicalizados) organizados em passeatas e manifestações. Se os contra podem fazer, por que não os a favor? Mais um ponto para a democracia.

terça-feira, 15 de março de 2016

Cicloturismo 1 - Vale dos Vinhedos - Vale Verde

         No último sábado, 13 de março, eu e um grupo de mais sete cicloturistas fizemos uma viagem de Bento Gonçalves - Vale dos Vinhedos até Vale Verde, nossa cidade. Por estarmos de bike optamos por um roteiro pelo interior, escapando das grandes rodovias. Assim, percorremos algumas pequenas cidades do interior gaúcho como Coronel Pilar, Daltro Filho, distrito de Imigrante, Imigrante, Colinas e Estrela, que não é pequena, num percurso que levou dois dias, perfazendo aproximadamente 160 km. 
         Alguns destaques.
        Primeiro, ao chegarmos no Vale dos Vinhedos, por volta das 8.00 h do sábado, não encontramos nenhum restaurante ou lancheria abertos para tomarmos um café, Nenhum! Isso em se tratando de uma região altamente turística é um absurdo! Nos informaram que o comércio só abria às 9.00 h. Resultado: tivemos que retornar uns 8 km até um posto de gasolina na rodovia que liga Bento à Garibaldi. Uma hora de pedal perdidas. Ou não...
         Todos têm a impressão que ao sair de Bento Gonçalves em direção ao Vale do Rio Pardo só haveria descida. Ledo engano. Claro que haviam muuuuitos declives, fortes, rápidos, técnicos e, frio na barriga, ali-ali da borda do vale. Mas encontramos quatro ou cinco aclives razoáveis e um, o último deles, extremamente exigente entre Daltro Filho e Imigrante. Por sorte (sorte não, treino...) estávamos relativamente preparados e o "empurra bike" por quase cinco quilômetros morro acima só foi ruim devido aos enxames de borrachudos que insistiam em nos fazer (desagradável) companhia. Êta bichinhos marvados sem piedade...
         Pequenas cidades do interior gaúcho, principalmente as da chamada "zona de colonização", são extremamente organizadas, limpas e de população muito receptiva. Apesar disso, entre o Vale dos Vinhedos e Imigrante não encontramos nenhuma lancheria ou restaurante que servisse um lanche ou refeições quentes. Por quase sessenta quilômetros só comíamos o que transportávamos. Isso num sábado à tarde. A cidade de Colinas reservou-nos uma grande surpresa: totalmente enfeitada para a páscoa, com "coelhos ciclistas" por quase todas as ruas. Muito linda mesmo. Vale uma visita. 
      Sábado à noite, com as pernas já meio pesadas, o corpo cansado e disposto a comer mais do que bugigangas, chegamos em Estrela, nosso ponto de pernoite. Um banho quente, uma refeição e um bom colchão e já estávamos prontos para o segundo dia, este sim, por movimentadas rodovias da região. 
     Se as curvas, fortes e técnicas descidas com suas subidas equivalentes ficaram para trás, os perigos do trânsito e dos motoristas que insistem em não respeitar os ciclistas se apresentaram como risco.  
   Felizmente os últimos sessenta quilômetros foram tranquilos, apesar de alguns "sustos rodoviários", Isso com direito a uma excelente refeição (desproporcional, em se tratando de ciclistas) e umas puro malte ao final. Só ao final?
         Fim de semana perfeito!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

IMPEACHMENT




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A discussão do momento: o impeachment da presidente Dilma é golpe ou não é? Posicionamentos acalorados têm discutido esta questão. Para uns, defensores de muitos argumentos é golpe; para outros, possuidores de tantos outros argumentos, não é.
O impeachment é um julgamento politico. Nesse sentido, a ideia de golpe, se não materialmente presente, é politicamente concebível. Por outro lado, mesmo sendo político, o processo de impeachment deve observar procedimentos legais bem definidos e aí se esvazia a tentativa de caracterizar o mesmo como tal.
 O que o amigo leitor pensa a respeito?
Resultado de imagem para impeachmentConforme disse em outra oportunidade, nenhum chefe de poder executivo sofrerá processo de impeachment se não tiver cometido crime de responsabilidade materialmente comprovado. Ninguém será impedido por mentir, iludir, criar falsas expectativas, relativizar dados de gestão e administração, interpretar subjetivamente as estatísticas, pedalar dívidas, criar programas de governo assistencialistas; muito menos o será por incompetência. No presente caso, felizmente ou infelizmente apenas o clamor popular não serve para embasar a condenação da presidente e a perda do mandato. É golpista quem usa esse tipo de argumento. E muito mais golpistas são alguns apregoando a volta da ditadura militar...
Aguardemos. Muito em breve as cartas serão lançadas e, postas à mesa, se prestarão a mostrar se é golpe ou não.
Últimas perguntas: ruim com ela, não poderá ser pior sem ela? Alguém tem medo do vice-presidente Temer(oso)? O PMDB, que há muito faz parte de todos os governos do Brasil sem nunca ter ocupado a cadeira do mandatário, tem capacidade para administrar nosso país? Possui propostas de governo? Hein?

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Mais Desfaçatez


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A prisão do líder do governo no Senado Federal, Senador Delcídio do Amaral, do Partido dos Trabalhadores, PT, abalou as estruturas do poder político na capital nacional. Estupefação e surpresa permearam as primeiras sensações logo que a notícia se espalhou, afinal era o expoente do primeiro escalão da política nacional que estava sendo recolhido à carceragem da Polícia Federal.
Incredulidade de uns, expectativas de outros, esta foi a tônica de boa parte da manhã da quinta-feira. O que teve de neguim ligando para seus advogados e deixando uma roupinha à mão... e muita barba de molho, claro.


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Desfaçatez


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 “Eu não tenho nada no meu nome...”. “Eu não tenho nada...”
Preste muita atenção nas duas afirmações anteriores amigo leitor, pois elas vão ocupar os meios de comunicação pelos próximos dias.
Esta semana foi apresentada denúncia na Câmara dos Deputados Federais contra o presidente da casa por quebra de decoro parlamentar, visto que há indícios de que o mesmo mentira a cerca de possuir, ou não, dinheiro depositado em seu nome em contas bancárias suíças.
O Ministério Público Federal - MPF descobriu dinheiro depositado em nome de empresas pertencentes a Eduardo Cunha e seus familiares em bancos suíços. Tudo documentado. E é aí que está a grande questão.
A princípio ele negou veementemente possuir qualquer valor depositado em contas suíças. Negou e negou. E com aquele ar de deboche, empáfia e soberba interpelava repórteres e adversários sempre que o acusavam de ter dinheiro no exterior.
Com a publicação da documentação que comprovava que havia sim dinheiro de sua propriedade em contas suíças, o discurso mudou e agora ele diz, descaradamente, que nunca mentiu, uma vez que sempre afirmara que “nunca teve dinheiro em seu nome em contas suíças...”, pois o dinheiro que está lá depositado pertence as suas empresas e em nome delas estão.
Está criada uma grande questão semântica e jurídica: dizer que não tinha dinheiro em seu nome em bancos suíços é o mesmo que dizer que não tinha dinheiro em bancos suíços? Ele mentiu ou não?
Antes de políticos, Advogados, Promotores e Juízes penso que deverão ser ouvidos os professores de português.
Independentemente se o dinheiro estava no nome dele ou não, a origem do mesmo ele já esclareceu: veio da exportação de carne processada (enlatada) para a África e de aplicações financeiras. Ah bom! Dez milhões de dólares são muita carne e muita aplicação financeira. Será que o imposto de renda dele confirma isso?
Há mais... O relator do processo administrativo que deverá apurar se ele ofendeu o decoro parlamentar da Câmara ou não, se será processado ou perderá o mandato ou não, está sendo processado pelo STF – Supremo Tribunal Federal por falso testemunho, além de ser do grupo de partidos políticos que ajudaram a eleger o deputado Cunha. Desculpa o termo amigo leitor, mas é muita sem-vergonhice!
Não é à toa que os políticos brasileiros são chamados de “políticos tumeleiro”: ninguém facilita tanto... Isso que eu nem escrevi sobre o Baseggio aqui no Rio Grande...