Alguém já disse...

Os do mal começam a vencer quando os do bem cruzam os braços!

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Desfaçatez


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 “Eu não tenho nada no meu nome...”. “Eu não tenho nada...”
Preste muita atenção nas duas afirmações anteriores amigo leitor, pois elas vão ocupar os meios de comunicação pelos próximos dias.
Esta semana foi apresentada denúncia na Câmara dos Deputados Federais contra o presidente da casa por quebra de decoro parlamentar, visto que há indícios de que o mesmo mentira a cerca de possuir, ou não, dinheiro depositado em seu nome em contas bancárias suíças.
O Ministério Público Federal - MPF descobriu dinheiro depositado em nome de empresas pertencentes a Eduardo Cunha e seus familiares em bancos suíços. Tudo documentado. E é aí que está a grande questão.
A princípio ele negou veementemente possuir qualquer valor depositado em contas suíças. Negou e negou. E com aquele ar de deboche, empáfia e soberba interpelava repórteres e adversários sempre que o acusavam de ter dinheiro no exterior.
Com a publicação da documentação que comprovava que havia sim dinheiro de sua propriedade em contas suíças, o discurso mudou e agora ele diz, descaradamente, que nunca mentiu, uma vez que sempre afirmara que “nunca teve dinheiro em seu nome em contas suíças...”, pois o dinheiro que está lá depositado pertence as suas empresas e em nome delas estão.
Está criada uma grande questão semântica e jurídica: dizer que não tinha dinheiro em seu nome em bancos suíços é o mesmo que dizer que não tinha dinheiro em bancos suíços? Ele mentiu ou não?
Antes de políticos, Advogados, Promotores e Juízes penso que deverão ser ouvidos os professores de português.
Independentemente se o dinheiro estava no nome dele ou não, a origem do mesmo ele já esclareceu: veio da exportação de carne processada (enlatada) para a África e de aplicações financeiras. Ah bom! Dez milhões de dólares são muita carne e muita aplicação financeira. Será que o imposto de renda dele confirma isso?
Há mais... O relator do processo administrativo que deverá apurar se ele ofendeu o decoro parlamentar da Câmara ou não, se será processado ou perderá o mandato ou não, está sendo processado pelo STF – Supremo Tribunal Federal por falso testemunho, além de ser do grupo de partidos políticos que ajudaram a eleger o deputado Cunha. Desculpa o termo amigo leitor, mas é muita sem-vergonhice!
Não é à toa que os políticos brasileiros são chamados de “políticos tumeleiro”: ninguém facilita tanto... Isso que eu nem escrevi sobre o Baseggio aqui no Rio Grande...

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Pedalada! Quem não faz?


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O governo federal está sendo acusado de promover “pedaladas” fiscais nas suas contas para omitir perdas, débitos e exageros financeiros, promovendo, ao final, uma “maquiagem” nas finanças públicas, apresentando-as como saudáveis, favoráveis e positivas quando não o são.
          Pedalar, isto é, o movimento de propulsão dos veículos movidos a pedal, é uma coisa saudável. Como ciclista, não gosto de ver meu esporte associado a práticas tão, tão... reprováveis.
Maquiar também é uma coisa saudável.
Há milênios as mulheres se maquiam. A propósito, no meu entender, já que toquei no assunto, parece que se maquiam muito mais para outras mulheres do que para si próprias ou, menos ainda, para os homens. Muitos homens, alguns ao menos, se maquiam também.
Também não é legal usar o verbo maquiar como definidor de “esconder coisas ruins”. apesar de que, diga-se, uma boa maquiagem pode esconder sim, muitas coisas ruins, claro. Parênteses: em termos de disfarçar coisas não muito bonitas, nada supera, no entanto, essas calças femininas moderninhas que andam por aí sejam de lycra, suplex, deorex, tylex ou “tecido atlético-inteligente” também conhecido como “tecido supressor de estrias, celulites, rugas, pelancas, mutretas e outras imperfeições”, seja lá o que tudo isso significar. Mas atenção mulherada, não confundam disfarçar e esconder O brasileiro é, por sua natureza, um “pedalador” de contas. É a história do cobertor curto. Para a maioria de nós o cobertor é sempre curto. O negócio, então, é pedalar. É cartão de crédito, cheque especial, financiamento, CDC, antecipação de restituição e de décimo terceiro, negociação judicial, empréstimo com agiota, calote, etc.. É tanto jogo de cintura que não estranho mesmo, nenhum pouco, que os brasileiros não estejam preocupados com as pedaladas do governo federal. É tudo muito natural e tão corriqueiro que o governo fazer o que nós fazemos todos os dias não representa problema. Não mesmo. Ou será que representa?

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Conselhos Tutelares


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Causou surpresa a assídua concorrência da comunidade às eleições para o Conselho Tutelar. Em muitas cidades do Rio Grande do Sul a frequência dos eleitores, visto ser o voto facultativo, superou muito as expectativas.
Ao contrário do que muita gente pensa, as eleições de domingo passado foram um ato extremamente político. Não no sentido partidário, claro, mas não menos político. As candidatas saíram em campanha, foram às ruas, aos eleitores, aos políticos e seus partidos, às lideranças comunitárias, e, óbvio, aos amigos e familiares pedir apoio, e isso nenhum pouco está errado, pelo contrário.  Desde que as coisas não se confundam, claro, esta disputa é extremamente saudável. Agora vem o trabalho e em jogo está o interesse de toda sociedade, independentemente de quem apoiou este ou aquele candidato ou de quem recebeu este ou aquele apoio.
            A mobilização da comunidade e a participação por inciativa não obrigatória, ao contrário do que ocorre nas eleições político-partidárias, atribui enorme legitimidade à ação dos Conselheiros Tutelares eleitos. Na mesma proporção atribui-lhes responsabilidades, ainda mais numa época como a que estamos vivenciando em que muitas pessoas parecem ver as crianças e os adolescentes apenas como sujeitos de direitos e não de deveres, ao menos não na mesma proporção, o que é um equívoco insofismável a ser superado.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

A velha Cantilena de Sempre...


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        Vira e mexe podemos ver pessoas que, nas manifestações populares contra o governo, defendem a volta dos militares ao poder. É a velha cantilena de sempre.
       No entanto, cada vez que isso ocorre mais claro fica a importância e a necessidade de se viver em uma democracia, mesmo que uma democracia defasada como a nossa, cheia de vícios e defeitos.
         Estivéssemos em uma ditadura e teríamos acesso a tantas informações acerca desse absurdo achaque às contas públicas nacionais? Estivéssemos em uma ditadura e a Polícia e o Ministério Púbico teriam tanta autonomia para investigar esses criminosos detentores de mandatos políticos e tantos empresários? Estivéssemos em uma ditadura e os meios de comunicação usufruiriam de tanta liberdade para publicar e investigar tanta falcatrua? Estivéssemos em uma ditadura e essa alcateia que se locupleta da coisa pública acabaria parando na cadeia?

            Ou o amigo leitor é daqueles que acredita que numa ditadura não existe corrupção, roubalheira, favorecimento e outros tipos penais mais indecentes?

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

III Raid Bike Vale Verde - RS

Rapaziada do Pedal!
No dia 24 de outubro de 2015 promoveremos o III Raid Bike de Vale Verde, RS.
Àqueles que já pedalaram conosco poderão conhecer novas trilhas e alguns trechos inéditos das trilhas “velhas” como a Dos Marimbondos, a do Touro Louco e, não pode faltar, a da Figueira Gigante.
Obviamente, senão não é Vale Verde, teremos alguns “Ups” e “Downs” compensadores.
Concentração às 13:30 em frente ao Restaurante do Alemão, no centro da cidade. Saída às 14:00. Distância aproximada 35 km.
Vale lembrar os equipamentos de segurança, câmaras de ar, chaves, hidratação, alimentação, etc.
Contato e informações pelo fone (51) 9716-4473 com Breno, pelo e-mail brenopiresmoreira@gmail.com ou neste blog.
Convide seus amigos e venha passar uma agradável tarde em meio à natureza e fazendo um excelente exercício físico.
Em caso de chuva já pela manhã o evento será transferido.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Recomeço...


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           Não é de hoje que é sabido que faço de minha bicicleta muito mais do que mero lazer.
         O prazer de pedalar é, mais do que nunca, um dos elementos de busca de qualidade de vida, manutenção da saúde física e mental e, claro, momento para interagir com o meio.
         No entanto, nos últimos tempos a correria do dia-a-dia, o (necessário) acúmulo de serviço e trabalho e um pouco (bastante) de preguiça estavam me afastando da magrela, muito mais do que o desejável.
         É então que um grupo de colegas professores resolveram, por sua ordem, adquirir bikes e iniciar-se nas práticas e hábitos do pedal. BINGO! Não perdi a oportunidade e expulsei os marimbondos que insistiam em fazer casas nas rodas da preciosa (minha bike), desencravei os clipes que seguram as sapatilhas e retomei os pedais. Começo a sentir a velha e boa disposição e a ótima descarga de energia que a atividade proporciona. 
         E a saudável fissura já começa a se tornar uma constante... Além do que, na qualidade de veterano e contador de histórias, sou muito bem tratado pela gurizada.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Game Over


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         Gostei de ouvir o foguetório após a derrota Colorada. Primeiro, mostra que os co-irmãos têm consciência de que, se não aproveitarem essas oportunidades para ver-se livre dos fogos que há muito têm guardado em casa, há muito mesmo, correm o risco de perdê-los, uma vez que, com esta absurda umidade dos últimos dias, não há o que não esteja mofando. Segundo, por que exprime certo desconforto na medida em que sua alegria depende muito mais da derrota adversária do que do sucesso de seu time, afinal, teve mais foguetes na derrota do Inter do que na vitória do Grêmio. E terceiro por que, apesar de tudo, a flauta sadia e respeitosa faz parte da brincadeira e há um bom tempo os co-irmãos não têm muito que comemorar. 
         Então é valido.