Sobre a figura de semana passada, o equívoco que a imagem apresenta, basta observar o seguinte: se os escravos que estão de pé estão movendo a moenda no sentido anti-horário, isto é, da direita para a a esquerda, não tem como o escravo que está sentado moer cana pondo a mesma com a mão direita e recolhendo o bagaço com a esquerda. Este é o sentido inverso ao movimento da moenda realizado pelos escravos que estão de pé. A cana não teria como entrar e ser moída!
Alguém já disse...
Os do mal começam a vencer quando os do bem cruzam os braços!
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Pequena Moenda - Pequeno Equívoco
Observando-se a figura ao lado, chamada Pequena Moenda Portátil, do pintor Jean Baptiste Debret, de 1835, dá para se ver que a mesma possui um pequeno equívoco. O amigo leitor saberia identificar? Por favor, deixe sua percepção. Na próxima semana, se ninguém descobrir, dou a resposta.
Abraço.
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
2º TURNO
Agora é uma
nova eleição. Novo nuance, nova campanha, novos desafios aos candidatos.
Posso estar
enganado, mas penso que aqui no Rio Grande as favas já estão contadas. E não é
por que sou membro da campanha “Tarso nunca mais”, mas não vejo potencial desse
candidato para superar José Ivo Sartori, ainda mais com as novas alianças que
estão se desenhando. Mas a corrida apenas está começando...
No caso da
Dilma, por exemplo, é inegável a rejeição que ela está sofrendo de muitos
setores que, até então, apoiavam as políticas do governo do PT. Isso apesar de
ter vencido, no primeiro turno, na maioria dos estados brasileiros. Ainda,
partidos pertencentes ao grupo da Marina já informaram que estão liberando os
seus eleitores para votar no Aécio, em branco ou nulo. Nela, não!
Já no caso do
Aécio, é questão emblemática o fato de, em seu estado, Minas Gerais, o
governador eleito ter sido do PT e ele, Aécio, ter sido derrotado
pela candidata Dilma. Se seu governo foi tão bom como alegam, como isso
ocorreu?
Aguardemos...
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Participação Política & Cidadania
Outro dia numa
roda de amigos questionei a qualidade de nossos políticos por entender que a
maioria é carecedora de preparo, aptidão e até conhecimento e formação para
exercer minimamente o cargo para o qual se candidatou.
Colega meu, filho de
político, interpelou-me dizendo que se eu penso que os políticos são incompetentes
ou que se eu poderia fazer melhor eu deveria me candidatar ao invés de ficar
apenas criticando. Sei que muita gente pensa assim e volta e meia usam tal
argumento. Mas ele, o argumento, não se aplica ao caso. Defendê-lo é mostrar
desconhecimento político.
Todos sabemos
que o exercício da cidadania, isto é, a participação política, se faz de duas
maneiras: votando ou sendo votado. Não existe alternativa. Quando alguém
justifica o voto (a ausência na eleição), por exemplo, está abrindo mão de
exercitar sua cidadania através de seu voto que, também sabemos, é um
“direito-dever”.
Eu, como a
maioria da população brasileira, participo (e bem) politicamente através da
primeira maneira; outros, pela segunda. Entendo que não há hierarquia entre os
do primeiro grupo, os que votam, e os do segundo, os que são votados.
Assim sendo,
se eu participo ativamente do exercício da cidadania, não tem por que eu não
poder criticar. Quem não quer ouvir crítica que não entre na política.
Apresentado
meu argumento as discussões se acaloraram e muitos foram os argumentos a favor
de uma e outra tese.
A meu favor
também pesa o fato de que os salários (que não são salários, mas subsídios) dos
políticos são pagos por todos nós. Ora, se nós pagamos os políticos, nós
podemos (e devemos) criticar. É mais do que justo. É cargo público mantido por
nós.
A eleição de
políticos incompetentes, safados e corruptos juntamente com muitos outros que
são honestos e probos é o ônus da democracia. Faz parte do jogo. E se a eleição
daqueles pessoas ocorre é por que o pessoal do primeiro grupo, aquele que vota,
não está cumprindo de forma satisfatória a sua função. Então se equiparam àqueles: são incompetentes, safados e
corruptos.
Para esclarecer, em claro e bom tom, prefiro sempre o
maior de todos os ônus da democracia ao maior de todos os bônus de uma
ditadura. Sempre!
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Revolução Farroupilha, Tradicionalismo e Polêmica
Vinte de
Setembro! Sirvam nossas façanhas (quais façanhas?) de modelo a toda terra!
Gauchada de
todas as querências reunidas para comemorar, com muito orgulho, a Revolução
Farroupilha e as grandes façanhas deste povo que, província diminuta que era,
ousou se levantar contra o Império e, durante dez anos, sustentou esta que foi
um dos maiores conflitos da história brasileira.
Apesar de ser
nossa data máxima, a História do Rio Grande do Sul não é muito conhecida dos
gaúchos. Não como deveria ser. E ainda, para tornar o quadro mais complexo, há
muito em se fazer em termos de pesquisa, afinal, os quatro séculos da história
rio-grandense não se resumem apenas à Revolução sábado comemorada.
Não por acaso quando se fala em Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha muito se
confunde história com tradicionalismo e com nativismo que, entendo, são coisas
diferentes. Complementares, mas diferentes. E aí, amigo leitor, tem-se a
semente da polêmica.
História do Rio Grande do Sul e tradicionalismo são, neste
momento, quase que sinônimo de polêmica.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Uma perda...
A morte de
Eduardo Campos representou um baque nas estruturas políticas nacionais. De sua
parte, apresentava-se como alternativa à polarização da disputa entre Dilma e
Aécio. Claro que os olhos voltados para as eleições presidenciais de 2018.
Da parte
desses adversários, aparecia como um fiel de balança, gerando expectativas
quanto a seu desempenho e a possibilidade de vir formar uma imbatível coligação
no segundo turno.
Pelos
comentários que ouvi após o acidente, junto às pessoas próximas, não era de se
surpreender se fizesse muitos mais votos do que imaginava, superando as mais
otimistas expectativas.
Isso sem falar
na Marina Silva que, sabemos, há algum tempo já conquistara boa simpatia entre
considerável parcela do eleitorado brasileiro.
A expectativa é de como a coligação que neste momento se apresenta acéfala, se comportará
para substituir o candidato falecido. A sucessora natural é Marina, mas é
sabido que na própria estrutura do PSD há resistências a seu nome.
Dilma e Aécio
com “as barbas de molho”.
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