Dá para confiar?
Alguém já disse...
Os do mal começam a vencer quando os do bem cruzam os braços!
quinta-feira, 8 de maio de 2014
domingo, 4 de maio de 2014
Surreal? Ou simplesmente parte do discurso do poder?
E aí a nossa
presidente diz para o presidente da FIFA que até a Copa estará tudo pronto. Vai
contratar o mágico David Coperfield? Ou o Mister M, pois, como diz o Cid
Moreira com aquela voz que lhe é particular, é o “Senhor de Todos Os Mistérios”? E o presidente da FIFA acreditou? Acho que sim, pois deverá convidar para a
comemoração da conclusão das obras o Papai Noel, o Coelhinho da Páscoa, o Saci
Pererê e o Bicho Papão. E todos estarão lá. Na primeira fila. É ver para
crer...
terça-feira, 22 de abril de 2014
A discussão se amplia
Amplia-se a
discussão a cerca da legalização do consumo da canabis sativa, nossa conhecida
maconha. Não há consenso, claro. Em alguns
países o seu consumo já está liberado.
Assim como
aqui no Rio Grande o uso da erva mate extrapolou o chimarrão, em alguns países
o uso da maconha também se expandiu: massas, bolos, doces, etc. Além do uso medicinal, claro.
O amigo leitor
já tem opinião formada?
terça-feira, 15 de abril de 2014
Mas que tal!?
Nem o mais otimista, nem o mais pessimista poderia imaginar tal resultado. Como eu já havia previsto, histórico...
4 X 1 =
4 X 1 =
X
segunda-feira, 31 de março de 2014
Senso Comum e Desconhecimento Histórico
Tenho recebido muitos e-mails tecendo enormes críticas às políticas assistências
desenvolvidas pelo governo federal.
Nessas
críticas muitos demonstram sua inconformidade com programas do governo federal
como o bolsa saúde, o bolsa escola, e o bolsa família. Existe também muita
crítica a outros programas como minha casa, minha vida, fase um e dois, com
relação às quotas nas universidades e muitos outros. Alguns de meus contatos chegam
a justificar tal contrariedade arguindo que isso agride o princípio da
igualdade entre as pessoas, pois todos têm as mesmas chances, que não é justo
com quem “se mata” para conseguir uma vaga através do estudo, e daí por que não
pode haver distinção de tratamentos, etc.
Antes
de qualquer coisa, é de se destacar que o Brasil não é um país de iguais, ao
contrário do que muitos pesam. Pensar isso é reproduzir senso comum.
Nosso
amado país é caracterizado, por uma questão conhecidamente histórica, por
possuir enormes e absurdas desigualdades sociais e econômicas. Nesse sentido,
os modernos princípios legais vigentes dão conta de que os iguais devem ser
tratados de forma igual; os desiguais, de forma desigual. Isso quer
dizer que, num país como o nosso, em que a base da pirâmide social é muito
desigual do meio e do topo, aqueles não podem ser tratados da mesma forma que
esses, muito pelo contrário. É certo, público e notório que em no Brasil as
pessoas não possuem as mesmas chances e oportunidades.
Os
que são contra as cotas universitárias esquecem-se de ver que as universidades
públicas são ocupadas, hoje em dia, por uma maioria de estudantes que advém de
escolas particulares ou que puderam pagar por intensos cursos preparatórios,
realidade que foge ao alcance da maioria da população, casualmente a maioria
desigual da população.
Ainda, quero
perguntar para aqueles muitos que são contra a bolsa escola, por exemplo, se são
também contra as bolsas pesquisas, de estudo e de apoio financeiro do Cnpq, do Capes,
do Prouni, entre outros, que anualmente são distribuídas a centenas de
estudantes e que saem da mesma fonte que aquela? Isso eles não lembram... Mas
são contra.
Tem
mais. Só quem já passou pela dificuldade em financiar uma casa própria sabe o
que é para adquirir-se um imóvel, num país tão desigual como o nosso. O “minha
casa, minha vida”, pejorativamente chamado de “minha casa, minha dívida” pelos
que não precisam do programa (ou o amigo leitor acha que quem é adepto do
programa usa essa expressão?), é uma forma sim, de se oportunizar acesso à casa
própria por parcela da população. Isto é inconteste. Mas muita gente não quer
ver assim...
Nosso país tem uma dívida histórica muito grande com a parcela
da população que está na base da pirâmide social. Se tais políticas
governamentais possuem um caráter de paternalismo, entendo que, neste momento,
elas são necessárias, pois se prestam a curto e médio prazo, resgatar esta
dívida. E as estatísticas (sempre elas) estão aí para comprovar que, em parte,
estão conseguindo seu intento. Mas muito ainda há que se fazer. Muito.
Feliz
será o dia em que os governos não terão, entre suas prioridades, a necessidade
de adotarem políticas assistenciais para uma maioria "menos privilegiada". Os céticos acreditam que isto é
impossível. Eu, como sou otimista, creio que em três ou quatro gerações, sessenta
a oitenta anos, se não houver mudança de rumos, isto poderá começar a se tornar
possível.
Oxalá
um dia possamos acusar o governo, justificadamente, de ser paternalista sem
necessidade. Tomara. Por enquanto, entendo que não dá.
segunda-feira, 24 de março de 2014
E alguém tinha alguma dúvida?
Pesquisas internacionais dão conta que um dos (muitos) "nós" da educação brasileira, que atrapalha e impede seu desenvolvimento, é a ineficiência das práticas de gestão nas diferentes esferas de poder. Gente despreparada e incompetente e propostas ou políticas educacionais infundadas acabam por comprometer toda e qualquer intensão ou disposição de melhorar as práticas escolares e o rendimento escolar dos alunos. Essa questão se apresenta, inclusive, como mais contundente do que a falta de recursos financeiros e humanos (que também são graves problemas).
Uma pergunta é pertinente: alguém tinha alguma dúvida disso?
sexta-feira, 14 de março de 2014
A Lei de Gerson e a Lei de Neymar
Há algum tempo
o jogador de futebol Gerson, famoso e um dos destaques da grande seleção brasileira
da Copa de Setenta, apareceu na televisão fazendo propaganda de uma marca de
cigarros. Ao final concluía dizendo que “o importante é levar vantagem em
tudo”.
Ao que me
lembro, o “levar vantagem em tudo” referia-se a um produto que alegava ser mais
saboroso, ter menos alcatrão e nicotina, etc. Nesse sentido, o fumante que
optasse por aquele produto estaria auferindo uma série de vantagens.
Não demorou
para que, num país como o nosso, houvesse uma apropriação da expressão “o
importante é levar vantagem em tudo”. Ela passou a significar ou a fazer
referência à pratica comum e disseminada de, no Brasil, todo mundo querer levar
vantagem em alguma coisa.
Atualmente, em
um primeiro momento, pode-se até fazer referência à classe política brasileira
que, sabemos, parece ser ou formar o grupo que, raras exceções (como se as exceções
já não fossem raras por sua natureza), é pródiga em levar vantagem, via de
regra indevidas, em tudo.
Tenho a impressão amigo leitor, que a classe política
brasileira, salvo as exceções, friso, é corrupta por sua natureza.
Mas não nos
iludamos. Não é apenas aos políticos que se aplica a Lei de Gerson, muito pelo
contrário.
A pessoa
comum, muitas vezes o cidadão de bem, também é dado à prática de querer levar
vantagem em tudo. Basta
uma pequena observação de nosso cotidiano para vermos que isso é muito mais
comum do que se imagina. Furar uma fila, estacionar na faixa de segurança,
pagar um preço a menor, dar um troco a menor, usar relações pessoas para obter
privilégios, descumprir horários, fugir das responsabilidades, votar em
políticos safados e incompetentes, e muito mais, tudo isso são formas de,
direta ou indiretamente, obter algum tipo de vantagem. E se o indivíduo comum
age assim, dá para esperar que nossos políticos sejam diferentes? Hein? Ham?
Mas um dia o
Gerson, estigmatizado por sua infame lei, foi à televisão para se explicar. Não
precisava. Qualquer pessoa com inteligência acima do senso comum sabia que
aquela não era a ideia proposta pela propaganda. Mas que pegou como uma
instrução para justificar essa disposição dos brasileiros em sempre se dar bem,
isso pegou. E creio que não muda mais. Coitado do Gerson.
Agora temos
observado na TV o Neymar fazendo uma propaganda de refrigerante em que os
turistas, por desconhecerem a língua portuguesa, fazem papel de bobos
atribuindo-se adjetivos jocosos, depreciativos e risíveis. É a Lei do Neymar:
aproveitar que durante a Copa do Mundo o Brasil receberá muitos turistas e
submetê-los ao ridículo para podermos dar umas boas risadas. Não é essa a ideia
que a infeliz propaganda nos passa? Amigo leitor, será que eu estou vendo coisa
onde não tem, do tipo chifre em cabeça de cavalo, dente em boca de galinha, perna
em cobra e cabelo em ovo?
E se as
pessoas começarem a achar que é normal e até aconselhável tratar os turistas da
forma como o jogador de bola trata na TV, isso não vai prejudicar ainda mais a
nossa imagem junto á comunidade internacional?
Confesso que a
primeira vez que vi a propaganda fiquei meio constrangido. É desrespeitosa,
para dizer o mínimo. E não venha depois o Neymar dizer que era apenas uma
propaganda, que não foi ele quem fez o texto, etc., pois tenho certeza que ela
sabia o que estava fazendo.
Tenho pena é
dos turistas, visto que virão para um país onde as pessoas querem obter
vantagem em tudo e onde serão motivo de chacota e de ridicularização. Depois
não querem que o Brasil e os brasileiros sejam vistos no exterior como um povo
subdesenvolvido que não tem muita civilidade, responsabilidade e respeito pelos
outros e por si.
Ah, e o locutor ainda diz “este (refrigerante) é produto
genuinamente brasileiro!” Então tá, ficamos assim...
Assinar:
Postagens (Atom)