Alguém já disse...

Os do mal começam a vencer quando os do bem cruzam os braços!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Início de Ano Letivo

      Como em outros momentos, este início de ano letivo é marcado por uma série de interrogações, expectativas e incertezas por parte dos professores, em especial no que diz respeito às novas mudanças que estão sendo implantadas no Ensino Médio.
       No entanto, feita uma análise mais profunda, e salvaguardados alguns elementos referentes à formas, procedimentos e metodologias, o que se pode observar é que as mudanças propostas pelo governo atual, há muito são estudadas e trabalhadas nas diferentes administrações. 
       Questões como pedagogia de projeto, interdisciplinariedade e politecnia há muito foram vistas como uma alternativa, e somente isso, na busca de uma educação de qualidade.
        É de surpreender então como para muitos esta terminologia, e em consequência esta práxis proposta, se apresenta como novidade.
       No fundo, para esses, isso representa que nunca houve uma postura de seriedade no trato das questões pedagógicas. Tanto que nem se lembram desta terminologia. Esta seriedade, agora, por força de obrigação, imposta pela mantenedora, se apresenta, então, como motivadora para que tal práxis passe a ser estudada e implantada. Aprende-se pelo amor ou pela dor. Para muitos professores, parece que apenas por esta última forma.
       É um longo caminho.
       Mas quem disse que mudança qualitativa em educação é fácil? E não é para qualquer um!
smile31

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Carnaval

        É sabido o que se diz: o ano, no Brasil, começa após o carnaval.
        Então o cidadão sabe que esta é a ultima grande festa, o "ultimo-grande-momento-sem-compromisso" antes do "pega-pra-capá". Isso para quem já não está no batente desde o início do ano, claro.
        Aí, preparando-se para o reinado de Momo, o folião passa pela rede e vê uma entrevista do presidente-executivo do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), João Eloi Olenike, dando conta da tributação dos principais produtos mais consumidos nessa época.
        O pandeiro que foi comprado para a batucada, tem 37,83% de seu preço em tributos. Aquela mascarazinha de plástico tem 43,93%.
        Então o cara pensa: não vou tocar, não vou desfilar. Vou tomar umas-qui-outras, só. O uísque tem 61% de impostos embutidos. Eu, que não gosto de uísque, prefiro uma boa caipirinha de vodca. Pago 82% de impostos (fora o limão e o açúcar). Bom, o negócio, então, é tomar uma cervejinha, certo? Lá vai: 55,60%.
        Pois é. Para quem gosta de carnaval, como eu, o negócio é aproveitar bem esta festa e passar o resto do ano economizando para a do ano que vem.
        Bom carnaval.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Parece simples andar de bicicleta

Férias é época de descanso, diversão e passatempos. Destes, nada melhor, para quem curte, umas boas voltas de bicicleta.
Confira este vídeo incrível do MSN: Impressive Street Bike Skills
Sensacional. Quem sabe, sabe.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

História de Verão ou Se der sorte para o azar...

         "Casal de idosos em praia do litoral norte gaúcho curte bons momentos deste quente verão. Lá pelas tantas, por volta da dezesseis horas, toca o telefone residencial: (onomatopeia)  triririririririmmmmm..... Ligação à cobrar, prontamente atendida pela senhora Gessy.
         Segue-se o seguinte diálogo:
-Alô!
- Quem fala?
- É a Gessy...
- Tia Gessy! Sabe quem está falando?
- É o Pedrinho?
- Sim tia, sou eu.
- Oh, meu querido, como está?
- Olha tia, eu agora estou bem. Não fique preocupada, mas eu saí para lhe fazer uma visita, afinal, a quanto tempo a gente não se via, e acabei me envolvendo em um acidente de carro. Felizmente não me machuquei, mas meu carro ficou destruído. E desculpa por estar ligando a cobrar, meu cartão terminou quando chamei o guincho...
         A tia, visivelmente assustada, melhor, praticamente apavorada, tremendo e quase chorando, chama o marido:
_ Clóvis, é o Pedrinho, filho do Jorge. Se envolveu num acidente de trânsito quando vinha para cá.
         O diálogo continua...
- Meu filho, tu avisou tua mãe e teu pai?
- Não tia, o pai tá meio doente e não quis deixá-los assustados...
- E onde é que tu tá, agora?
- Tô a quarenta quilômetros daí...
- Em Capão da Canoa?
- Isso mesmo, em Capão da Canoa.
         A tia, a essas alturas, à beira de um ataque de pânico, fala:
- Vou passar o telefone pro Clóvis...
- Tá tia Gessy, muito obrigado!
         O tio pega o telefone:
- Alô! Pedrinho?
- Oi tio Clóvis. Baita zebra, tio. Nunca apareço, quando resolvo visitar vocês, me acidento...
- Pois é cara. Mas tu tá bem?
- Tô, tio. Não me machuquei...
- Que bom...
- Tio, é o seguinte: chamei um quincho para me rebocar até em casa e o custo vai ser mil e novecentos reais, e eu só tenho quatrocentos reais. O senhor tem dinheiro?
- Tenho, claro. Não aqui em casa, mas no banco.
- Bah, tio, pode me emprestar os mil e quinhentos reais que faltam?
- Claro, cara. Como é que eu faço pra te ajudar?
- Seguinte. Vou lhe passar o telefone do dono do guincho, pro senhor falar com ele e fazer o depósito direto na conta dele, pode ser?
- Claro. Manda que eu vou anotar.
- 6797XX-XXXX.
         Tio Clóvis, muito nervoso e preocupado, liga para um número com código de área 67.
-Alô! Quem fala?
-Aqui é o mecânico que está socorrendo o... Pedrinho...
- Ele tem que te pagar pelo serviço de guincho e precisa de mil e quinhentos reais. Eu vou pagar para ele, mas precisarei fazer uma tranferência eletrônica do valor, pois aqui na praia não tem agência bancária...
- Ah. Então tá bem. Anota a agência e a conta.
         O tio Clóvis, que é bancário aposentado, estranhou ao receber o número da agência e da conta. Além de ser Banco do Brasil, pouco usuário para os guinchos do DETRAN, que via de regra trabalham com o Banrisul, era uma conta de Mato Grosso do Sul.
- De onde é essa conta?
- É do Mato Grosso do Sul.
- Do Mato Grosso do Sul?
- Sim!
- ...
-É que somos uma empresa terceirizada que presta serviço de guincho... aí em Capão da Canoa...
- Terceirizada? Que empresa é? Qual o endereço de vocês?
- Olha, tô vendo que tu tá muito desconfiado e eu só tó querendo ajudar. Se tu não depositar logo esse dinheiro eu vou ficar com o carro dele apreendido...
- E eu vou dar queixa na polícia...
- (onomatopeia) tu..tu...tu...tu...tu..."

         Nesse caso foi cômico. E muito. Ainda mais quando se ouve a história contada com riqueza de detalhes e pessoalmente pelas quase vítimas. Mas poderia ter sido um golpe.
         A senhor Gessy até hoje diz "_ mas era a voz do Pedrinho, tenho certeza absoluta..."

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Férias...

Pausa para respirar.
Uns (poucos) dias na orla gaúcha com o velho e conhecido nordestão.
Ah, já ia esquecendo, e o deplorável chocolatão.
A família reunida (quase toda - a metade, ao menos)! É isso que importa.
Enquanto isso, seca para uns, enchentes para outros.
E a vida segue seu curso...

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Fim de Ano

         Tenho a impressão que todo início de ano se parece muito com uma segunda-feira.
         É como se fosse uma grande segunda-feira: é recomeço, é marco zero para uma série de propostas e iniciativas que deverão, ao longo da semana, do ano, ser desempenhadas.
         É promessa de regime, de economia, de saldar as dívidas, de fazer exercícios físicos, de cuidar mais de si, de fazer um chek-up, de estudar mais, de aprender uma língua, de viajar, de organizar a garagem, a despensa ou o "quarto da bagunça", e por aí vai. Sempre tem algo que se está precisando fazer e que vai sendo adiado, postergado para "quando der". "No início do ano que vem eu faço...". E o ano que vem chega, como tantos outros, vira ano passado, como tantos outros, e nada! Constante, apenas, as promessas.
         Outra semelhança entre a segunda-feira e o início do ano é a velocidade com que as coisas começam a acontecer: meio devagar, como se estivéssemos estudando os passos a serem dados ou como se estivéssemos nos recuperando dos excessos cometidos no final de semana, do ano. A coisa engrena mesmo lá por terça-feira, à tarde; ou lá por março, afinal é comum ouvirmos que o Brasil começa a andar somente depois do carnaval. É que somos uma país tropical, abençoado por Deus, e, nesta qualidade, janeiro e fevereiro, sob o domínio do rei verão e da rainha férias de verão, é de uma malemolência...
         Nesse sentido, os últimos dias do ano muito se assemelham aos finais de semana. Nesses, temos festas, comemorações ou simplesmente jantares e almoços mais abundantes, em qualidade e quantidade. Inclusive nas bebidas. São raros os finais de semana em que não se saboreia um lauto churras(co) ou um prato mais elaborado; nem que não se toma umas biritas a mais. Naqueles, são festas de despedidas, formaturas, jantares com amigos, encerramentos de anos e as próprias festas de Natal e Ano Novo em que nos entregamos a uma rotina de comemorações e, tal qual glutões, cometemos, sem peso na consiência, ou nem tanto assim, o pecado da gula. Sem falar nos excessos de Baco ou Dionísio, como queiram, deus romano ou grego, como queiram, do vinho, da ebriedade e dos excessos. Devia ser, também, o deus da ressaca, afinal, naqueles tempos não havia engov, epocler, sal-de-fruta, sonrisol ou uma coca-cola bem gelada para a manhã seguinte...
         Outra grande semelhança entre o ano e a semana fica para o domingo, o primeiro dia da semana,  e o dia primeiro do ano, em especial no que diz respeito ao comedimento alimentar, até por que o excesso etílico (o grande excesso, aquele em que se acorda com um gosto de poncho guardado molhado na boca e um bafo de bacalhau velho) é um grande inibidor da fome, eh, eh, eh.
         Qual é o principal prato servido na refeição de domingo à noite? O mesmo servido no dia primeiro do ano: surobô. Surobô do meio dia, surobô de ontem; surobô do almoço e surobô da janta. Nada se perde; tudo se aproveita.
         Então, chega-se ao fim de ano como se chega ao fim de semana: rotina alterada, agitada, cheia de expectativas e eventos. E assim como se faz uma avaliação de nossa semana, do que fazemos e do que deixamos de fazer, traçando nossas metas para a semana seguinte, também o fazemos para o ano. Destacamos nossos acertos, nossos ganhos e vitórias. Repensamos nossos erros, nossas perdas e nossas derrotas. Traçamos metas, corrigimos rumos.
         E a vida segue seu curso. Dia após dia; ano após ano. Mesmo que em nosso ritmo de vida tenhamos a impressão de que os dias e os anos estão andando aos pulos. E quando isso acontece, vemos o tempo, o nosso tempo, escoando por entre nossos dedos, fugindo ao nosso domínio. Impossível de ser preso; impossível de ser segurado. Cada vez mais curto; cada vez mais rápido. Parece que não somos donos do nosso tempo.
         É por isso que desejo a todos meus amigos que tenham um ano, e uma vida, de muita paz, alegria e fraternidade, pois estas são as chaves da felicidade e a vida é muito curta para perdermos tempo com ódio, rancor e egoísmo.
         Ao fim e ao cabo é isso que todo ser humano quer: ser feliz. E o caminho para isso passa, necessariamente, pela virtude, pelos bons hábitos, pela ética, pela honestidade, pelo respeito a si próprio, aos outros e ao nosso meio, ao nosso mundo. Os que agem em sentido inverso, bem, estes são os únicos a quem podemos chamar de coitados...
         Feliz ano novo.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Uma bela história de Natal que circula pela rede

         Fazendo compras em um supermercado, um homem observava que cada vez que passava por uma velha senhora com seu carrinho de compras, esta lhe sorria, de forma muito meiga, amigável e carinhosa. Por diversas vezes se cruzaram e reiteradamente ela sorria e acenava com a cabeça.
         Num desse encontros a senhora pediu licença, se desculpou pela abordagem e disse:
"_ desculpe-me moço, mas não posso deixar de observar como o senhor é parecido com um filho meu, morto em acidadente de trânsito há alguns anos. A semelhança é muito grande e, confesso, cada vez que passo pelo senhor meu coração parece que vai disparar do corpo, tenho vontade de lhe dar um grande abraço. Posso?".
         O homem, um tanto constrangido, deu um sorriso, lamentou a morte do filho da velha senhora e deu-lhe um abraço. Perguntou se ela estava bem ou se precisava de alguma ajuda.
         "_ Estou bem, meio cansada da vida e do que ela nos apronta, mas estou bem. Não me recuperei totalmente da perda de meu filho, mas, é a vida..."
         E continuou
         "Não me leve a mal, meu rapaz, mas tu se importaria que, aqui no mercado, quando nos encontrarmos, eu te chame de 'meu filho'? É só para matar a saudade e aquecer um pouco este pobre coração, numa época de Natal que nos traz tantas lembranças... E se quiseres e não te importares, me chama também de mamãe..."
         Ainda meio constrangido, o homem, com um sorriso amarelo, concorda, afinal é época de Natal e qualquer caridade sempre é benvinda.
         E assim foi. No corredor da padaria: "_ olá meu filho..."; "_olá mamãe..." E a velhinha sorria desmedidamente.
         No açougue: "_ tudo bem meu filho?"; "_tudo, mamãe, e a senhora está bem?"
         Nas gôndolas de alimentos:"_ bom te ver, meu filho..."; "gostei de ver-lhe, mamãe...".
         E assim foi durante um bom tempo naquela manhã.
         Quando o homem chegou no caixa, observou que a velha senhora estava saindo e, sorridente e amável como sempre, acenou-lhe ao mesmo tempo em que se despedia "_ tchau, tchau, meu filho; muito obrigado por tudo, não sabes como me ajudou". A resposta foi de pronto: "_ tchau, tchau, mamãe, não há de quê; foi um grande prazer".
         Então o homem, sorrindo da inesperada situação, passou suas compras: um sabonete, uma escova de dentes, dois cacetinhos e quinhentos gramas de guizado. Total: quatrocentos e dez reais.
         "_Quanto?" Gritou o homem? Quatrocentos e dez reais, disse a atendente: "_doze reais de suas compras e trezentos e noventa e oito das compras de sua mãe, afinal, ela disse que o senhor iria pagar as compras dela e ainda lhe agradeceu, lembra?"
         Vai explicar para o gerente do mercado... De onde menos se espera que as coisas venham...
         Realmente, o Natal tem que ser uma época de solidariedade.
         Feliz Natal e um fim de ano de muita paz, festas, alegrias & comemorações.